Pai do estudante de 13 anos vítima de racismo por um professor de matemática em um colégio particular no Benedito Bentes, em Maceió, disse que o filho não quer mais ir à escola
- Penedo AL Oficial

- 9 de mar.
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Paulo Jorge da Silva Junior, pai do estudante de 13 anos vítima de racismo por um professor de matemática em um colégio particular no Benedito Bentes, em Maceió, disse que o filho não quer mais ir à escola após o caso. Segundo ele, o adolescente chegou em casa chorando no dia em que aconteceu a situação. O g1 tenta localizar a defesa do professor.
O aluno, que é negro, foi comparado a um chimpanzé durante a aula. “Eu tenho quase certeza que a gente vai ter que ter uma psicóloga para ter esse acompanhamento, porque eu como pai estou sentindo. Imagina o garoto”, disse o pai em entrevista à TV Asa Branca Alagoas.
Segundo o pai, o garoto sempre voltava feliz da escola, mas naquele dia chegou diferente e muito abatido.
Ainda de acordo com o pai, ele procurou a direção da escola após o relato do filho e recebeu a informação de que o professor teria confirmado o ocorrido.
“Inclusive recebi o vídeo constrangedor, por sinal. E aí a gente procurou a Justiça para tomar as medidas cabíveis”, disse.
O caso aconteceu no dia 12 de fevereiro deste ano, mas só ganhou repercussão após a abertura de um inquérito policial. A Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Tia Marcelina investiga o crime.
O advogado Alberto Jorge da família explicou que parte do inquérito já foi concluída após a escuta do adolescente.
“A delegada Rebecca Cordeiro, titular da Delegacia Especial dos Crimes contra os Vulneráveis, concluiu uma parte do inquérito com a escuta do menor. Agora o suspeito será chamado para depor e, depois, o caso será encaminhado à 14ª Vara Criminal. A partir daí começa o processo criminal”, afirmou.
O Colégio Fantástico informou que repudia todo e qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito, e disse que entre as medidas adotadas estão o afastamento do professor de matemática, que não integra mais o quadro de colaboradores da instituição.
Na nota, o colégio disse também que o Conselho Tutelar de Maceió acompanha o caso, e que está à disposição para colaborar com os esclarecimentos e providências necessárias.
FONTE: G1 ALAGOAS

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